domingo, 15 de fevereiro de 2009

Elite Gouveense???



O espectáculo de ontem à noite no Teatro-Cine teve uma qualidade apreciável.

Dois jovens, um no piano e com formação de jazz e outro na viola e com formação de fado, prestaram uma belissíma homenagem a Zeca Afonso e Carlos Paredes.

Parece-me que tão depressa não teremos por cá um concerto deste género (acordes de viola 'salteados' com umas notas de jazz e flamenco...) e com este nivel.


Parabéns à DLCG e a quem foi directamente responsável por esta escolha, já que mais não seja porque o primeiro disco deste dueto foi gravado há uns meses precisamente no Teatro-Cine de Gouveia.


Para quem não saiba, esta gravação ocorreu no âmbito das 'residências artisticas' que nos últimos dois anos foram acolhidas e promovidas pelo Municipio, numa tentativa de revitalizar a oferta cultural do Concelho.


Como tem sido comummente reconhecido, a programação adoptada melhorou e os Gouveenses têm tido a possibilidade de assistir a espectáculos dignos dos grandes palcos das principais cidades do país.


É pena que não tenham sabido aproveitá-las, pelo menos com a dimensão que era expectável.


Se bem repararem, a nossa sala só se compõe quando as Associações do Concelho ali produzem qualquer iniciativa.


A explicação é só uma: vem a familia e os amigos assistir, mais por solidariedade e orgulho 'para com os seus pares', do que pela excelência da actuação (que também se verifica em muitos casos).


A reflexão que todos devemos fazer é, pois, avaliar se vale a pena continuarmos a investir numa cultura que um povo parece desprezar.


Continuo a pensar que sim, porque acredito que as rotinas e os gostos se constroiem, ainda que vagarosamente e e mesmo que o seu alvo seja uma população consumista de futebol, novelas e pouco mais (já nem Fado e Fátima)...


Ontem estavam apenas 28 pessoas no Teatro-Cine. Que imagem negativa, que desalento, que vergonha...


É claro que a receita de bilheteira (ainda por cima com o casal a pagar um só ingresso, por designio do S. Valentim), não paga nem o custo do concerto nem os encargos com a energia e com os meios humanos que a Empresa Municipal está obrigada a disponibilizar.


Mas é este o custo social destas 'coisas da cultura', que têm de existir, mesmo que seja para poucos.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

ARTIGO DEMOLIDOR

(POR CLARA FERREIRA ALVES)

Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.

Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.

Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.

Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.

Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.

A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.

Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.

Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso... Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas…

Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos?

Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o
vírus da sida?

Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?

Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao Padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?

As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.

E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu?

Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu…

E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?

O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.


Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade…

Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças , de protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa…

Clara Ferreira Alves - "Expresso"

Despedidas...

Sossegue quem gosta de mim e desiluda-se quem não gosta.
Não me vou despedir do blogue. Amanhã ou depois, cá estarei com uma outra qualquer reflexão.
A de hoje prende-se com as festas (ou simplesmente jantares) de despedida de alguém.
Acontece frequentemente um colega de trabalho ser lembrado e homenageado na hora de se ir embora. Ou para outro local, ou para outro emprego, ou para a reforma.
A tentação (quase obrigação) de quem fica, é logo organizar uma 'comezaina' onde são sempre ditas umas palavras emocionadas, algumas vezes merecidas e sentidas, outras a aparentar ladainhas de circunstância.
O que não se percebe é a razão pela qual se festeja a anunciada fuga ou ausência de quem se gosta.
Pois, porque o natural é que os aderentes à homenagem apreciem o homenageado e não aproveitem o repasto só para apanhar uma piela ou só para estar fora de casa por umas horas.
Se a ideia é recordar e evocar as qualidades humanas, pessoais e profissionais do 'despedido', então a sua saída devia ser assinalada com um choro e com um pesar colectivo.
Mas não. Batem-se palmas, bebem-se uns copos, dão-se umas gargalhadas, desejam-se êxitos e, no dia seguinte, tudo se passa como se o homem ou a mulher tivesse sido indiferente ou nunca tivesse existido.
A festa parece, pois, inconciliavel com o acto que se pretende festejar.
O melhor é começarmos a comemorar sempre os ingressos ou as chegadas, mesmo que não conheçamos quem se nos apresenta de novo.
Se na hora do adeus não tivermos gostado do género, aí sim, vamos ao jantar e festejamos novamente.
Se quem nos deixa tiver deixado boas impressões e saudades, então ficamos em casa e carpimos as mágoas.
Estarei a pensar mal?

Saturday night


Em Gouveia podem não se fazer grandes compras ao Domingo.
Mas ao Sábado, vai havendo alternativas, muitas vezes dificeis de encontrar noutros lados.
É de aproveitar e comprar um ingresso no Teatro-Cine.
Para quem não sabe, a programação cultural adoptada pela DLCG (Empresa Municipal) oferece normalmente um espectáculo de musica ou teatro aos Sábados à noite e cinema só às Sextas e Domingos.
Este Sábado (14/02), pelas 21.30h, exibirá um 'tributo' a Zeca Afonso e Carlos Paredes, dois expoentes da guitarra portuguesa.
A não perder.
Para quem se queixa de que 'nada se passa', aqui está uma oportunidade para mudar de opinião e saborear algo de diferente e com qualidade.
È claro que os namorados, mesmo com bilhetes oferecidos (dificil tarefa esta, de saber quem namora com quem...) estarão nos 'Lá em Casa' da região, mas quem já o foi e quem ainda não o é, tem aqui um programa que se espera encantador.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Shopping Center

Já pensou se é possivel transpôr esta imagem para a realidade de Gouveia a um Domingo?
Para quem não percebe o que está ver, esclareço que se trata de três senhoras às compras.
Encontrar três senhoras juntas na nossa terra, não sendo habitual, também não é raro. Encontrar essas mesmas três senhoras de mini-saia ou de vestido curto, é mais raro que habitual, mas também é possivel. Encontrar três senhoras juntas, com a indumentária que estas apresentam e com os sacos que transportam, já se torna muita coisa junta para ser possivel.
O pior mesmo será encontrá-las a fazer tudo isso ao Domingo em Gouveia, pelo menos da Rotunda do defunto Lagar de Azeite para cima.
No LIDL, no Intermarche, no Pessoa Lopes e no Sempreviva, tudo pode acontecer. Trabalha-se diariamente e até mais intensamente ao fim de semana.
Agora no centro da cidade (há quem lhe chame 'gouveia antiga'), só me ocorrem três honrosas excepções, o que é pouco, muito pouco, para a sobrevivência da nossa 'urbe'.
A primeira é o Super Rosa, ao lado do Quartel de Bombeiros, da super D. São, que lá vai resistindo, faça sol ou faça chuva, como se os Domingos fossem dias iguais aos outros.
A segunda é a loja dos 'chineses' que se instalou no ex BNU, pertencente a uns 'colonos' habituados à competição de um mundo global, onde o trabalho - por vezes levado ao extremo - supera qualquer tentativa de ócio e descanso.
A terceira, embora a outro nivel, é o Posto de Turismo de Gouveia, que divulga mas também vende produtos regionais e 'merchandising' de gosto e qualidade indiscutivel.
Fora estes três óasis comerciais, encontramos todas (ou quase todas) as portas trancadas.
As Senhoras têm de rumar até Viseu ou, se não quiserem andar tanto, podem agarrar aqueles sacos aqui mais perto, em Seia ou até em S. Romão.
Neste aspecto, Gouveia falha rotundamente. Não sei se a Associação Comercial quer ou pode alterar a situação, mas é urgente que a repense e reequacione a abertura de muitas outras lojas ao Domingo.
Será um disparate substituir o dia de descanso semanal, fixando, por exemplo a segunda feira ou qualquer outro dia da semana?
Os comerciantes dirão, porventura com razão, que se abrirem ao Domingo estão às moscas e que têm mais prejuizos que beneficios. Mas o público dirá, também com razão, que não vem a Gouveia porque o comércio está encerrado.
Vivemos, pois, num cenário de 'pescadinha de rabo na boca' que prejudica a imagem do Concelho e a produtividade das suas gentes.
Porque será que os feirantes escolhem - e a autarquia acede - em realizar as feiras semanais ao Domingo quando 5a feira é dia feriado?
Não é, seguramente, para verem as Senhoras de mini-saia...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Centro de Saúde de Gouveia


Ena, esta que me contaram é demais.
Um Sr. que não é cá da terra, sentiu-se mal, e foi com um Sr. que é cá da terra ao Centro de Saúde de Gouveia. Por falta de sorte a Sra. Enfermeira que o atendeu tinha uma qualquer desavença com o Sr. que é cá da terra e vai de lavar ali uma roupa suja na hora do atendimento do outro que estava a abafar.
A coisa vai parar ao Livro Amarelo e… e nada!
A Sra Directora do Centro de Saúde de Gouveia responde por carta ao queixoso, dizendo que ele é que se meteu com a Enfermeira, e que o culpado é ele. Claro, são colegas de trabalho não a ia agora chatear, coitada…
Nisto o queixoso volta a reiterar a queixa por escrito, pedindo à Sra Directora que se justificasse pela resposta tendenciosa e injusta e até à data… nada.
Dois meses depois… nada.
Onde está a lei?
Respeito pelo utente?
O direito a reclamar?
Certamente que lá anda a Directora e o rol de amigos sentados os dois à esquina a tocar a concertina e a dançar o solidó.
Ai do queixoso que fique doente e tenha que lá ir que até o lá comem vivo!
E o tal Sr. de fora que vá lá ficar doente para a terra dele que aqui ainda o desmancham para peças.

Quando precisarem do 112 ... MUITO ÚTIL!

Há pouco tempo, um homem percebeu que havia pessoas dentro da
sua garagem, em Lisboa, a roubar. Ligou para o 112, atendeu a polícia,
mas disseram que não havia ninguém por perto para ajudar e que
mandariam alguém assim que possível. Desligou.

Uns minutos depois, ligou novamente e disse: 'Olá, eu liguei há
bocado porque estavam pessoas a assaltar a minha garagem. Já não é
preciso virem depressa, porque eu matei-os'.

Passado pouco tempo, estavam meia dúzia de carros da polícia na
área, uma ambulância e uma unidade do INEM. Os ladrões foram apanhados
em flagrante.

Um dos polícias disse:
- 'Pensei que tivesse dito que os tinha morto!'

Ao que o senhor respondeu:
- 'Pensei que tinham dito que não havia ninguém disponível.'

É assim. Quando precisarem, já sabem....

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O tango e o folclore tradicional

Vejam neste vídeo como o tango argentino é recuperado e posto num formato que é apreciado por todas as idades.



Não será isto uma boa dica para dar às bandas filarmónicas e aos ranchos folclóricos e até aos fadistas?
Só assim se conservam tradições, com conservadorismo adaptado aos novos interesses.
"Percanta" de Otros Aires.
Nota 20!

O seu a seu dono!










Meu caro companheiro de blogue: Eu também acho que pontuámos... e de que maneira. Não se trata propriamente de uma vitória, porque não estamos num jogo em que tenha de haver vencedores e vencidos.

Mas demonstrámos que a nossa ideia, podendo não ter sido genuina, foi compreendida, apreciada e até invejada ( passe o excesso da expressão) e só por isso teve tão pressurosos seguidores, os novos apóstolos da blogosfera gouveense, que também eu admiro.

O que se pretende, afinal, é que nesta terra aparentemente amorfa de opinião construtiva, se incentive a participação civica, a discussão e a troca de argumentos que possa ser útil pelo menos a quem é responsavel pela condução do nosso destino colectivo. É bom para todos!

O que é pena é que fica a sensação que pelo menos uma das novas criações pretende ser uma espécie de contra-veneno para combater a tese - já expressamente anunciada -de que este nosso fórum se apresenta, aqui e ali, servilista e bajuladora da actual gestão autárquica.

Tanto merece censura quem peca por excesso como quem peca por defeito no seu autismo retaliador e contestatário. No equilibrio está a virtude e é esta que procuramos alcançar.

É bom que todos saibam que começámos a escrever sobre 'Rotundas' - não só as de Gouveia - e que já 'postámos e postaremos' muitos outros pensamentos que nada têm que ver com os Paços do Concelho e com quem ocupa as suas cadeiras.

Mas não negamos que não podemos ser gratuitamente criticos por 'dá cá aquela palha', nem deitar abaixo o que pensamos ter sido executado com mais êxito, com mais estratégia e com indiscutivel mais retorno que no passado.

Não é nem nunca foi nosso propósito eclipsarmo-nos lá para Outubro, logo que já não haja propaganda politico-partidária para fazer, o que pode acontecer a quem só nasceu para tentar exterminar quem já por cá andava a tornar publicas as suas posições.

Está claro que tudo é possivel e ninguém pode no seu juizo perfeito auscultar o futuro de forma profética e segura.

O que asseguramos é que prosseguiremos o nosso caminho. Aproveitaremos sempre para publicar umas notas sobre o que por cá se vai fazendo, até porque acreditamos que as iniciativas denvolvidas - com óbvios e democráticos desacordos - só podem ajudar e projectar Gouveia se primeiro contarem com o envolvimento do maior número possivel de Gouveenses, designadamente daqueles que foram eleitos para os Orgãos da Autarquia.

A 'talhe de foice', não vimos os vereadores da oposição nas recentes comemorações da elevação de Gouveia a cidade, onde não só perderam a oportunidade de homenagear ilustres personagens da nossa história - a CDU lá estava, com sentido de responsabilidade e gratidão - como deixaram a ideia de que não têm orgulho nem interesse nesta importante promoção...

O triste caldo de cultura politica desta terra é, quase sempre, o divisionismo, a fractura e a recorrente ausência daqueles que em nome da nossa bandeira (que é diferente da dos partidos que cada um representa) deviam estar obrigados a dar as mãos em momentos e em estratégias decisivas para o Concelho.

Nós (tam)bem queriamos que fosse assim. Não é impossivel, mesmo sem os unanimismos quase sempre desaconselháveis..

A GSM-ó-dependencia



Que flagelo que assolou a nossa sociedade! O Telemóvel. Pior, as SMS!
Toda a gente tem. Um dois ou três. Que vicio! Pior que o tabaco.
É adultos e pequenos putos de 9 anos na escola e na rua.
É malta a andar nos passeios a pé a teclar 300 caracteres por minuto e nem olham por onde vão, indo contra os postes e quem passa.
“- É pá viste aquele acidente ali?”
“Não, estava a mandar-te um SMS para ver se sabias que barulho era aquele…”

“Que mau que isto anda, não há rede aqui, maldita terra esta, terceiro mundo.”

O namorado não diz a ela porque tem vergonha e está ali ao lado, mas fá-lo por SMS. Ela não responde que não tem saldo e ele deixa-a. E tudo por SMS.
E os putos, o que manda eles uns para os outros?
“Olá, tas boa? Já deste comer ao Tamagotchi?”

Que cena má.

E na escola? Tá tudo a teclar. Até o professor.
Eu fui beber um copo ao Bá-Lamba em Gouveia com 2 manos e um amigo deles e lá estava o tipo a tentar fingir que nos ouvia e teclava e teclava e lia e teclava e fingia.

E os estagiários que teclam convictos que já é normal?
É isso que está a acontecer. As pessoas já o acham normal. NÃO É NADA NORMAL!

Ninguém se impõe?
É já uma manif.